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Amazonas - Crítica à Situação Humana

domingo, 26 de julho de 2009 |

Amazonas

Uma nova era! O novo mundo! Todos dizem assim. Ainda há tempo de rever o mundo do ontem e do hoje e perceber que somos a fronteira do nunca, em busca do não sei. Somos poeira da nossa própria destruição. Num processo lento e doloroso, vendemos nossas almas ao fogo, às máquinas, aos gringos. Nos resta nosso egoísmo. Milhares de árvores derrubadas, milhares de sonhos perdidos, milhares de dólares erguidos, pra quê? Empobrecer povos? Contaminar rios? 'Evoluir medicina'? Já se foi o Chico, já se foi a Doroty, já se vai o último barco da esperança tripolado por cegos cavalheiros, matando e bebendo aos corpos de pobre negros, índios e crianças.
Dizem: pulmão do mundo! Talvez o último amagedon. Mas não sabem como se tratr disso. E agora? Catequizarão a quem? Os russos, os americanos, os europeus querem o posto dos jesuítas. Ou será que estamos numa guerra, sem inimigos ou puro inimigos, sem rostos ou rostos tapados; covarges soldados sem causa, sem pátria.
O que restará deste pedaço de Brasil? Um novo Saara? De quantos destes brasis precisamos para começarmos a compreender que temos praticado nossa própria destruição? Será que o Amazonas começa naquela mata, naquela aldeia, ou naquele rio? Existiria fronteiras no mal que fazemos? Nesse mesmo momento, estamos na sombra de uma castanheira, sentados em luxuosas poltronas, feitas de mogno ou cerejeira.
O ar que nos trás vida, também nos tira. Somos autoridades de nossas próprias vidas. Enxrgar a nossa volta devia ser receita moral para que pudéssemos garantir a sobrevivência da vida. Não é preciso estudo, são visíveis os causadores e as consequências, é constante o erro.
Não é luta única, teremos que formar um grande exército, uma nova consciência. Teremos que reflorestar, criar metas mundiais, aceitar ajuda, esquecer o orgulho, não cuspir no prato. Precisamos revolucionar a educação, falar uma só língua para todos os povos. Assumir o erro e unir as fatias que ainda restam. É tarefa de todos.
Quanta estupidez na autodestruição. Que apetite é este? Façamos um hino que nossos filhos e netos o ouçam, como uma suave melodia, que ele seja verdadeiro e não acabe mentiroso. Há quem dá os primeiros passos reciclando, criando combustiveis alternativos. Mas ainda é pouco, há muito que fazer, precisamos voltar a caminhar. O futuro é hoje, o tempo é agora, não adormeçamos, para não assustarmo-nos caso acordemos. Que o pássaro adormecido voe, e distribua a boa nova. E que haja morada para todos os seres ainda com vida. A natureza é fruto de nossas aspirações. Ela se revela, conforme nos revelamos. Ela se alegra, chora, revolta, morre, renasce. Que ela não fique no livro do esquecimento. Pois se acontecer, estaremos sepultados debaixo deste mesmo livro.

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