A política brasileira estreia um novo capítulo na novela CPI. Desta vez a gigante Petrobras é alvo de investigações que apuram supostas irregularidades cometidas pela empresa. O assunto CPI da Petrobrás é destaque na imprensa e provoca temores no Governo, já que a empresa responde por 4,7% do PIB nacional. No ano passado, a Petrobrás também foi destaque, só que positivo: a exploração de petróleo na camada pré-sal. O que há de igual nesses dois episódios, um negativo (CPI) e outro positivo (exploração de petróleo)? Eu diria que foram o debate e as conseqüências de um e de outro caso.
Após a instalação da CPI, economistas começaram a especular perdas na bolsa de valores, redução drástica do PIB brasileiro; governistas falaram de falta de patriotismo, falta de bom senso diante da crise internacional, disseram que os investimentos seriam prejudicados, entre outras conseqüências. Vale a pena prestar atenção que tudo é analisado sob o ponto de vista econômico e político, o que não foi diferente quando a Petrobrás descobriu a gigante reserva de petróleo.
Era a hora que o País seria auto-suficiente, grande exportador da matéria-prima e assistiria a investimentos de peso em todas as áreas. Deixando a economia de lado, não se levantaram, por exemplo, as conseqüências para o meio ambiente, tais como o aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera após a queima daquele petróleo.Um estudo publicado este mês pela revista Nature mostra que se o mundo quiser manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2°C, não poderá queimar mais do que um quarto das reservas já disponíveis de combustíveis fósseis (óleo, carvão e gás) até 2050. Então qual a vantagem para o meio ambiente da queima de mais combustíveis?
Toda propaganda em torno da exploração do petróleo do pré-sal vai contra o discurso mundial (pelo menos teórico) de proteção do meio ambiente. Só no campo de Tupi, estima-se que existem de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo, o que resultaria na emissão de pelo menos 2,1 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera.
Sob o ponto de vista ambiental pouco foi discutido no ano passado. Pode-se perceber que os aspectos econômicos são sempre lembrados primeiro tanto agora como em 2008. Informações sobre impactos sociais e ambientais são deixadas por último e tratadas apenas como dados e estatatísticas que parecem não repercutir na adoção de medidas práticas.
Recentemente, mais uma notícia animou o mundo: Petróleo em alta devido à previsão de demanda. Logo surgem análises econômicas sobre o assunto. Os impactos ambientais da retomada da demanda por petróleo não serão discutidos, mas logo surgem estatísticas que podem alarmar pessoas que pouco se importaram com o meio ambiente.
Após a instalação da CPI, economistas começaram a especular perdas na bolsa de valores, redução drástica do PIB brasileiro; governistas falaram de falta de patriotismo, falta de bom senso diante da crise internacional, disseram que os investimentos seriam prejudicados, entre outras conseqüências. Vale a pena prestar atenção que tudo é analisado sob o ponto de vista econômico e político, o que não foi diferente quando a Petrobrás descobriu a gigante reserva de petróleo.
Era a hora que o País seria auto-suficiente, grande exportador da matéria-prima e assistiria a investimentos de peso em todas as áreas. Deixando a economia de lado, não se levantaram, por exemplo, as conseqüências para o meio ambiente, tais como o aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera após a queima daquele petróleo.Um estudo publicado este mês pela revista Nature mostra que se o mundo quiser manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2°C, não poderá queimar mais do que um quarto das reservas já disponíveis de combustíveis fósseis (óleo, carvão e gás) até 2050. Então qual a vantagem para o meio ambiente da queima de mais combustíveis?
Toda propaganda em torno da exploração do petróleo do pré-sal vai contra o discurso mundial (pelo menos teórico) de proteção do meio ambiente. Só no campo de Tupi, estima-se que existem de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo, o que resultaria na emissão de pelo menos 2,1 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera.
Sob o ponto de vista ambiental pouco foi discutido no ano passado. Pode-se perceber que os aspectos econômicos são sempre lembrados primeiro tanto agora como em 2008. Informações sobre impactos sociais e ambientais são deixadas por último e tratadas apenas como dados e estatatísticas que parecem não repercutir na adoção de medidas práticas.
Recentemente, mais uma notícia animou o mundo: Petróleo em alta devido à previsão de demanda. Logo surgem análises econômicas sobre o assunto. Os impactos ambientais da retomada da demanda por petróleo não serão discutidos, mas logo surgem estatísticas que podem alarmar pessoas que pouco se importaram com o meio ambiente.
Fonte Artigos
Por: Aelton Aquino

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