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sexta-feira, 17 de julho de 2009 |

Abrameq assina convênios com Sebrae e ABDI para apoio às indústrias do setor


Investir forte na tecnologia. Essa é a receita da indústria de máquinas para couro e calçados para enfrentar a crise. Para tanto, a Abrameq foi buscar junto às agências brasileiras que atuam no fomento e apoio empresarial recursos para realização de dois importantes projetos orientados ao desenvolvimento tecnológico. O investimento das entidades e empresas beneficiadas está orçado em R$ 1.130.000,00, a serem aplicados ao longo de 18 meses de trabalho, objetivando disseminar os resultados a 1.500 empresas e 3.500 profissionais. Uma das ações, em parceria com o Sebrae, visa desenvolver e aplicar know-how de segurança no projeto, desenvolvimento e fabricação de máquinas. Marcelo Adriano, diretor-executivo da Abrameq, destaca que “o tema segurança do trabalho vem tendo muita atenção da cadeia coureiro-calçadista nos últimos anos, suscitando uma série de ações da Abrameq e da Abicalçados”. Entre essas ações, se destaca a criação de um grupo tripartite para discussão dos aspectos relacionados envolvendo indústrias, trabalhadores e Ministério do Trabalho e Emprego. Em paralelo, através do Projeto Abrameq Tecnologia, tem sido feito um trabalho de sensibilização para o tema nos principais pólos coureiro-calçadistas nacionais, com o auxílio de especialistas nacionais e internacionais e através de missões técnicas para benchmarking no Exterior.Agora, como evolução destas ações, Abrameq e Sebrae lançam um programa que visa apoiar as indústrias no desenvolvimento de soluções para garantia de segurança a serem incorporadas nas máquinas e equipamentos produzidos. O executivo da Abrameq ressalta que, na sequência, “o programa objetiva disseminar para indústria coureiro-calçadista o conhecimento técnico obtido, aumentando assim o nível de qualificação da cadeia no tema segurança e, com isso, embasar a criação de normatização específica para garantia de segurança no trabalho em máquinas e equipamentos para o setor”.Isso se dará através de treinamento e consultoria especializada para identificação e implantação de soluções de redução de riscos de acidentes no trabalho para as máquinas e equipamentos utilizados na indústria coureiro-calçadista, além da realização de eventos para disseminação das soluções identificadas para as empresas beneficiadoras de couro e fabricantes de calçados nos principais pólos coureiro-calçadistas nacionais. O outro projeto, em parceria com a ABDI, foca na aplicação do set-up rápido no desenvolvimento de máquinas e processos para fabricação de calçados. Marcelo Adriano explica que “o projeto parte da premissa que a redução nos lotes de produção na indústria calçadista é uma resposta inevitável à nova configuração do mercado consumidor internacional”. Adiciona que a indústria nacional se encontra pressionada a ofertar produtos variados com menor tempo de desenvolvimento e entrega. Por outro lado, tem sua fatia no mercado de grandes volumes tomada por produtores asiáticos, cuja competitividade se baseia em custo. Para tanto, a capacidade de rápida troca de modelagem em produção é requisito essencial à competitividade da indústria calçadista brasileira, sendo que um aspecto intrinsecamente ligado a essa competitividade produtiva é o set-up na linha de produção, que depende essencialmente da adequação de máquinas e equipamentos a esta demanda.Marcelo Adriano observa que o projeto visa diagnosticar o processo de fabricação calçadista, seus gargalos e aspectos críticos, comparando-o a processos fabris referenciais em termos de set-up rápido, estabelecendo, a partir daí, conceitos, práticas e dispositivos que possam ser incorporados na fabricação de máquinas e disseminados à indústria calçadista.

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Fonte: Abrameq - 30/7/2009

Empresários do DF ensinam a funcionários como prevenir nova gripe

Os empresários do Distrito Federal começaram a se preocupar com a transmissão do vírus A (H1N1) no ambiente de trabalho e ficaram ainda mais atentos nesta época do ano, em que o tempo fica mais seco do DF e os problemas respiratórios são mais frequentes. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF, algumas lojas já fazem palestras e ensinam como prevenir a nova gripe.Por dia, um laboratório que funciona no Setor Hospitalar Sul em Brasília, atende cerca de 300 pessoas. A máscara cirúrgica agora faz parte do uniforme das atendentes. “Pela nossa população e pelo atendimento que o laboratório fornece, esse tipo de contágio é propício, sim. É por isso que nós estamos tentando minimizar o impacto”, explica o médico Bruno Dias. A recomendação mudou a rotina de 20 unidades da empresa no Distrito Federal. Ao todo, 50 profissionais que lidam diretamente com o público não desgrudam da peça de proteção. “É um contato muito direto entre quem está do outro lado do balcão e a gente. Então, a máscara serve como proteção. Passando o dia todo aqui, a gente se sente mais protegido do que lá fora”, diz a atendente Raquel Ramaldes. Já nos postos de saúde e nos hospitais públicos e privados, a espera pelo atendimento é longa. Máscaras são entregues aos pacientes que apresentam sintomas de gripe. Até quem não está doente prefere se proteger. “Sou gestante. Vim só fazer [exame de] rotina e preciso tomar cuidado. Foi orientação médica: sempre que eu vier ao hospital, devo usar máscara”, conta a professora Ana Carolina.“As pessoas devem se precaver. Devem vir o quanto antes para o hospital. É o melhor a fazer. Além disso, nada de pânico”, aconselha a funcionária pública Denise de Almeida. A Secretaria de Saúde orienta: quem estiver com febre acima de 38 graus, tosse e dor de garganta, deve procurar o posto de saúde mais próximo de casa.



Fonte: G1-Globo.com - 5/8/2009

Irregularidades encontradas em carvoaria e fazenda de gado



Uma operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, realizada de 22 a 31 de julho, resultou no resgate de 18 trabalhadores encontrados em situação degradante em fazenda de gado e em carvoaria localizadas no município de Goianésia do Pará. A ação conjunta foi realizada por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Federal (PF).CarvoariaNo dia 24 de julho, na Fazenda RDM, onde se localiza a Carvoaria da Mata, pertencente a Evanildo Nascimento Souza, Secretário de Meio Ambiente de Goianésia do Pará, foram encontrados nove trabalhadores laborando em condições degradantes no corte de madeira, transporte, empilhamento, enchimento dos fornos, vedação do forno com barro e carbonização.Durante a operação foi constatado que os trabalhadores das frentes de trabalho não possuíam equipamentos de proteção individual (EPIs) obrigatórios para a atividade de carvoejamento. Segundo o Procurador do Trabalho que participou da operação, o alojamento estava em desconformidade com a Norma Regulamentadora (NR). Os trabalhadores estavam alojados em um barraco em péssimas condições, muito sujo, com detritos na área de vivência, restos de maquinário e peças de veículos, armazenamento de combustível, o alojamento não tinha separação para homens e mulheres, ventilação e iluminação em alguns quartos.O proprietário da fazenda Evanildo Nascimento de Souza, que afirmou não ser o responsável pelas obrigações trabalhistas, sob o argumento de que a carvoaria não mais lhe pertencia e que o novo dono era um de seus empregados, foi autuado pela fiscalização. De acordo com o depoimento do dono da carvoaria ele realizava o frete da produção da carvoaria até as siderúrgicas localizadas em Marabá/PA e fornecia o carvão para a Sidepar e Cosipar. No entanto, nos depoimentos, os trabalhadores afirmaram que ele era realmente o proprietário.Como providência para preservar a saúde, segurança e integridade física dos trabalhadores, foi determinada a imediata paralisação das frentes de trabalho e Auditoria Fiscal interditou a carvoaria. A Fiscalização do Trabalho realizou 17 autuações em virtude de infrações como coação dos empregados a utilizarem o armazém mantido pela empresa, com a realização de descontos nos salários, trabalho de adolescente em atividade insalubre ou perigosa, ausência de áreas de vivência e de instalações sanitárias adequadas e de água potável nas frentes de trabalho, dentre outras.A carvoaria cobrava pelos EPIs que deveriam ser fornecidos gratuitamente e havia empregados sem o registro na carteira de trabalho. A recusa do empregador em se responsabilizar pelas obrigações trabalhistas prejudicou o pagamento das verbas rescisórias e resultou em ação judicial proposta pelo MPT perante a Justiça do Trabalho de Tucuruí, no Pará.Fazenda de gadoNa Fazenda Vista Alegre, o objetivo da operação foi verificar o cumprimento de Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em abril de 2006 pelo proprietário da Fazenda Vista Alegre perante o Ministério Público do Trabalho para regularização da contratação de trabalhadores.Na fazenda de gado, foram constatadas várias irregularidades, como ausência de registro de parte dos empregados, alojamentos inadequados e sem condições de uso, não fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores e armazenamento de produtos agrotóxicos em local inadequado, oferecendo risco à saúde humana e animal, dentre outras. Os auditores-fiscais do Trabalho registraram 12 autos de infração e foi determinada a retirada imediata dos nove trabalhadores da Fazenda.





Fonte: Pantanal News - 5/8/2009

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